No
Ocidente, a noção de "inconsciente" e até a de "inconsciente colectivo" surgem
pela primeira vez na filosofia natural de Plotino (séc. III) e reencontram-se,
milénio e meio depois, na teoria da identidade de C.W. von Schelling, na
psicologia médica de K.G. Carus e na filosofia de Eduard von Hartmann.
Sigmund Freud foi, contudo, o pioneiro na tentativa de investigar psicologicamente
o Inconsciente.
Quase
um século decorrido e apesar dos trabalhos igualmente pioneiros de C.G Jung
e de R.Assagioli (seus contemporâneos) e de muitos outros que se lhes seguiram,
ainda predomina a ideia reducionista do Inconsciente como uma espécie de depósito
de energias sexuais reprimidas e de impulsos instintivos primordiais, sendo olhado
como uma coisa menor.
Contudo,
um olhar mais atento sobre o que se seguiu leva-nos a descobrir que o conceito
de Inconsciente se foi ampliando gradualmente até se revelar como um amplo e misterioso
mundo, repleto de forças latentes e de infinitas possibilidades desconhecidas,
sendo numerosos os investigadores que nos têm deixado a o seu legado.
É
intenção da ALUBRAT, com este seu 2º SIMPÓSIO INTERNACIONAL, contribuir para o
esclarecimento desta relevante matéria, aduzindo à já conhecida perspectiva da
"psicologia das profundezas", um outro olhar, o da "psicologia das alturas", como
diria Maslow e trazendo uma questão: será o Inconsciente uma porta para
o mundo Transpessoal?
"A
única aventura ainda válida para o ser humano reside no reino interior da sua
psique inconsciente" (Marie Louise von Franz, in "O Homem e
os seus Símbolos" de Carl G. Jung)