Existe
um número crescente de pessoas a sentir que a par dos imensos avanços que o ser
humano tem conseguido nas mais diversas áreas, existem igualmente graves problemas
que foram criados em consequência e para os quais os modelos vigentes não têm
encontrado resposta credível. Numa altura em que caminhamos para uma civilização
de âmbito planetário, apesar dos alertas de várias áreas do conhecimento, grande
parte da população parece refugiar-se mais no consumismo e na passividade, as
assimetrias sociais agravam-se e com elas crescem os desequilíbrios psicológicos
nas diferentes faixas etárias. O conflito entre o homem e a natureza aumenta e
surgem questões que se tornaram crónicas e outras que parecem não ter fim à vista.
Tudo indica, pois, que é insuficiente mostrar o que está a passar-se: torna-se
urgente e imprescindível compreender os processos psicológicos desta negação colectiva
e encontrar vias de ultrapassagem dos mesmos.
Sente-se
a necessidade de repensar todo o modelo no qual assenta a nossa vida social e
pessoal. Pressente-se que estamos na eminência de necessárias e profundas transformações.
Mas como proceder? Qual o papel da consciência individual, da consciência grupal
e da consciência global numa efectiva transformação dos desequilíbrios comuns
aos diversos tipos de culturas que formam a actual civilização? A ecologia da
consciência torna-se condição de sobrevivência colectiva pois, ao Homem, resta
mudar o seu mundo interior, transformando-se, a si e à sua relação com o Planeta,
ou encarar o que poderá ser uma real ameaça à sua sobrevivência.
Com
este IV Congresso Internacional pretende a ALUBRAT suscitar uma reflexão que ajude
a criar soluções inovadoras e explicite o papel de cada indivíduo na construção
de uma vivência planetária harmoniosa.